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SETOR DE PETROGRAFIA

O Setor de Petrografia integra o Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional (DGP-MN/UFRJ) e é responsável pela curadoria, pesquisa e ensino voltados ao estudo de rochas ígneas, sedimentares e metamórficas provenientes de diferentes contextos geológicos. Além de apoiar atividades de extensão e exposições, o setor contribui ativamente para a formação acadêmica por meio de disciplinas oferecidas a programas de pós-graduação, desempenhando um papel essencial na formação de recursos humanos e na produção e preservação do conhecimento geológico no Brasil.

Conheça abaixo os programas de pós-graduação do DGP-MN/UFRJ com disciplinas ofertadas pelo Setor de Petrografia:

COLEÇÃO DE PETROGRAFIA

A Coleção de Petrografia do DGP-MN é composta por mais de 5000 registros de rochas ígneas, metamórficas e sedimentares, reunindo amostras provenientes de todas as regiões do Brasil, além de exemplares de diversas localidades do exterior.

A formação dessa coleção está vinculada a projetos de pesquisa pioneiros com a coleta de amostras por pesquisadores brasileiros e estrangeiros, como Claude-Henry Gorceix, Charles Frederick Hartt, Orville Derby, João Martins da Silva Coutinho, Luis Felipe Gonzaga de Campos, Cândido Rondon, Othon Leonardos, Ney Vidal, entre outros. Parte significativa dessas amostras foi coletada ao longo do século XIX e nas primeiras décadas do século XX. No entanto, a coleção continua a crescer, com o ingresso contínuo de novas amostras provenientes de pesquisas desenvolvidas por servidores, alunos e colaboradores do Museu Nacional e instituições parceiras.

Entre os destaques do acervo estão amostras atribuídas à coleção particular do Imperador Dom Pedro II, doadas após seu exílio. A Coleção de Petrografia também engloba outras coleções internas relevantes, como as coleções de Orville Derby, as amostras da Ilha da Trindade e um trio de brasões cunhados em lava proveniente da erupção do vulcão Vesúvio (Itália). Trazidos ao Brasil por Dom Pedro II, brasões como esses estão, em sua maioria, localizados em museus italianos, sendo poucos os exemplares existentes nas Américas. O trio de brasões da Coleção de Petrografia foi resgatado após o incêndio de 2018.

Antes do incêndio que atingiu o Museu Nacional em setembro de 2018, a coleção passou por um processo de informatização, com a digitalização do livro de tombo e das fichas individuais, além do registro fotográfico dos exemplares. Após o incêndio, a maior parte das amostras foi resgatada dos escombros devido à resistência natural dos exemplares.

Além de seu valor histórico e científico, a Coleção de Petrografia representa um importante patrimônio ex situ, especialmente porque muitas de suas amostras provêm de áreas hoje urbanizadas ou inacessíveis, permitindo a continuidade de estudos geológicos nessas regiões.

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Acompanhe as atividades desenvolvidas no Setor de Petrografia/DGP/MN-UFRJ por meio das nossas atualizações: